Terapia de casais focalizada no emocional (TFE):

Uma abordagem teórica, sistêmica e do vínculo afetivo (apego) para terapia de casais

Janine Radice de Wogau[1]
1. Introdução A psicologia sistêmica, assim como outras abordagens terapêuticas, desenvolveu importantes conceitos e métodos para a terapia de casais. Na terapia sistêmica familiar, os casais eram considerados como subsistemas familiares e somente poucos procedimentos eram específicos para o trabalho com casais. As abordagens decorrentes, assim como suas possíveis aplicações, foram influenciadas por várias linhas sistêmicas, a estrutural, a construtivista e inclusive a narrativa. Até então, o estudo das emoções esteve sempre em segundo ou terceiro plano, se comparado com técnicas de comunicação quando era necessário encontrar soluções para problemas identificados ou buscar mudanças de comportamento. As emoções eram geralmente um a mais entre vários elementos de intervenções, que contavam histórias, alteravam hierarquias dentro da família e provocavam as variações dentro dos modelos repetitivos de interação. Após muitos anos de trabalho com casais, enfocando problemas advindos da migração e com pares binacionais (Radice von Wogau, Eimmermacher, Lanfranchi, 2004) eu procurei um quadro conceptual claro para meu trabalho, específico com terapia de casais. Depois de familiarizar-me com a TFE (terapia focalizada no emocional) no Canadá, tornou-se visível que a integração dos conceitos teóricos de união e afeto me permitiria uma melhor compreensão da dinâmica das relações entre adultos, e com boas perspectivas de resultados. Era meu desejo escrever sobre TFE, para que meus colegas alemães tivessem acesso a esta linha da psicologia. A maior parte do artigo, com exceção da introdução e dos comentários finais, é baseada no artigo de Susan Johnson e de Wayne Denton, como foi exposto mais acima na nota de rodapé. A clara estrutura da TFE permitiu-me aproveitar as emoções nas sessões de terapia e, ao mesmo tempo, seguir um roteiro bastante prático. Sua aplicação é fácil e promove a rápida reorientação de acusações, críticas e discussões nas sessões iniciais, levando os a casais a distinguirem seu padrão de interação e os efeitos negativos em seu relacionamento. Como as emoções afetivas positivas são ressaltadas, a dança do casal torna-se mais harmoniosa e afinada. Em decorrência de seus bons resultados em múltiplas pesquisas, a TFE é amplamente reconhecida e divulgada nos Estados Unidos. Na Europa ainda não encontrou seu espaço, e eu me pergunto: o que esta abordagem pode contribuir para a terapia de casais na Alemanha? A discussão sobre a importância e o significado das emoções dentro da psicologia sistêmica cresceu muito nos últimos anos. Citando apenas alguns exemplos, temos Virginia Satir nos Estados Unidos, uma das fundadoras da terapia familiar. Ela concentrou-se em sua linha humanista-sistêmica, no estudo da comunicação, na expressão de sentimentos e na criação de um clima de aconchego e aceitação mútuos (Satir, 1964). Outras importantes contribuições vieram de Tom Levold, Rosmarie Welter-Enderlin e outros, que são citados em “Gefühle und Systeme“, (Welter-Enderlin, R.; 1998). Os conceitos advindos da teoria da vinculação afetiva, da união e do apego[2] são utilizados primordialmente para as questões conectadas ao quadro emocional no processo terapêutico. Jürg Willi (2002) propõe em seu livro, “Die Psychologie der Liebe”, o conceito de “co-evolução”, cujo centro de gravidade encontra-se no desenvolvimento da personalidade no contexto de um relacionamento conjugal. Hans Jellouschek segue conceitos sistemático-integrativos e polaridades, tais como: Tomar e dar, autonomia e vínculo, o balanço entre o desejo de laços e a necessidade de autodeterminação. Outros conceitos trabalhados alcançam tópicos biográficos, organização diária das vivências e o plano das interações disfuncionais. Creio que a TFE preenche uma lacuna na Alemanha, sobretudo por causa de seu quadro teórico integrativo, seu enfoque na teoria do apego e na força dos laços afetivos que unem o casal. A tentativa exitosa de junção dos quadros teóricos sistêmicos, humanista e experimental, com o reconhecimento da teoria do apego resultou em uma abordagem terapêutica estruturada, e é por esta razão que a defendo como uma contribuição interessante para a área de terapia de casais orientada a resultados.
  1. Fundamentação teórica
A TFE pode ser vista como a integração entre as abordagens humanista e experimental (por exemplo, Perls, F.; Hefferline, R.; Goldman, P.; 1951; Rogers, C. R., 1951), unidas à teoria de sistemas (por exemplo, Fisch, R., Weakland, J. H., Segal, L.; 1982): um encontro entre Fritz Perls, Carl Rogers e Salvador Minuchin (www.eft.ca). A teoria do apego ou vinculação tornou-se central à TFE nos últimos anos, e é uma das teorias mais prometedoras quanto ao relacionamento amoroso entre adultos (Hazan, C.; Shaver, P.; 1987 e Johnson, S. M.;  Makinen, J.; Millikin, J.; 2001). Esta abordagem enfatiza a propensão entre seres humanos de construir e manter poderosas ligações afetivas com entes significativos (Bowlby, 1988). A TFE tomou seu formato inicial nos anos oitenta, na University of British Columbia, através do trabalho de dois terapeutas de casais, Leslie Greenberg e Susan Johnson. É uma terapia de curto prazo, ao redor de 12 a 20 sessões, com estrutura e método explícitos. O nome TFE foi pensado para promover um elemento vital e que estava ausente de outras abordagens na arena da terapia de casais, assim como uma afirmação do valor e do significado das emoções. Johnson e Greenberg defendem que, na terapia de casais, a emoção é a música que embala os casais durante uma dança. 2.1 Influências das escolas humanista e experimental As perspectivas humanista e experimental (Gestalt) sempre consideraram sábio o enfoque nas respostas emotivas, aproveitando-as para o processo terapêutico. Noções importantes, como a qualidade da cura através da aliança terapêutica; o relacionamento igualitário entre o cliente e o terapeuta; a crença não-patológica na habilidade de seres humanos de fazer escolhas criativas e saudáveis sempre que lhes seja dada a oportunidade e a aceitação, valorização e validação da experiência dos clientes, são conceitos centrais. As linhas humanistas incentivam a análise do processo de definição das realidades internas e exteriores, de como a construção interna das experiências invoca respostas interativas, as quais por sua vez, organizam o mundo de uma maneira particular. Esta nova linha de análise promove experiências corretivas para o cliente, em conseqüência dos encontros pessoais no aqui e agora da sessão de terapia. 2.2. Influência da psicologia sistêmica A terceira parte deste conceito integrativo é a compreensão sistêmico-teórica da família (Johnson, 1996). Nesta, o foco está nas interações circulares (ciclos) que ocorrem entre os membros do sistema (Wiener, 1948), as propriedades dos sistemas e a relação entre seus elementos (von Bertalanffy, 1956). No caso de famílias, supõe-se que os sintomas problemáticos são uma conseqüência de padrões repetitivos de interação entre os membros. Desta forma, através da interrupção deste círculo repetitivo e do reajuste dos padrões negativos em termos de necessidades afetivas, contribui-se finalmente para formatar e reestruturar os ciclos interativos, gerando formas alternativas de comportamento. Terapias familiares sistêmicas utilizam padrões repetitivos, mas diferem quanto à forma pela qual tentam quebrar estes ciclos. Assim, por exemplo, o terapeuta estrutural familiar pode fisicamente mover a família para ajudar a criar um limite (Minuchin, S.; Fishman, H. C.; 1981). O terapeuta estratégico familiar pode proporcionar uma diretriz paradoxal, a fim de romper a resistência, motivando seus pacientes a modificar o ciclo interativo (Weeks, G. R.; L‘Abate, L.; 1979). Apesar de terapeutas orientados a resultados afirmarem não utilizar a metáfora sistêmica familiar (Shazer, 1991), suas técnicas podem realmente ser compreendidas como um foco em ocasiões, quando o ciclo negativo não ocorre, direcionando clientes a reviverem mais vezes estes comportamentos “excepcionais”. A TFE pode ser vista como mais uma linha dentro da tradição de terapias sistêmicas familiares. O terapeuta da TFE auxilia os casais a identificarem e reestruturarem suas respostas emocionais em pontos diversos no ciclo interativo, a encontrarem novas respostas entre si e a reverem a origem de seus problemas. Os clientes podem então ser instruídos em novos passos para o aprimoramento de sua dança – como interromper padrões destrutivos e iniciar ciclos mais produtivos. Na TFE, atenta-se tanto aos ciclos circulares da interação entre pessoas quanto às experiências emocionais de cada parceiro durante as etapas diferentes do ciclo. A TFE ajusta-se bem ao construtivismo e está em consonância com abordagens narrativas em alguns aspectos, particularmente na 2a etapa do processo de mudança, quando o terapeuta “exterioriza” o ciclo e o referencia como o “inimigo” no relacionamento do casal (Johnson, 1996). É uma abordagem colaborativa que promove a reestruturação, reconhecendo os clientes como sujeitos ativos, criadores de sua experiência e de seu mundo. 2.3 A contribuição da teoria do apego ou vínculo afetivo Desde suas origens, a maior mudança na TFE foi a crescente influência da teoria do apego e da compreensão intrínseca da natureza das relações adultas. Se bem que para a TFE os relacionamentos sempre estiveram compreendidos como uma ligação e não como uma negociação, nos últimos anos o enfoque na união como teoria de relacionamento amoroso entre adultos tornou-se expresso. Um relacionamento saudável para a TFE é o resultado de fortes laços afetivos (accessibility  and responsiveness).  Tal ligação é caracterizada pela acessibilidade e pela compreensão emocional mútua. Este vínculo cria um ambiente seguro que estimula a habilidade dos parceiros em controlar as emoções, processar informações, solucionar problemas, desempatar diferenças, e de se comunicar claramente, promovendo a autonomia. Nos últimos 10 anos, a pesquisa sobre a afeição adulta demonstrou que os relacionamentos mais fortes estão correlacionados com os níveis mais elevados de intimidade, de confiança e de satisfação (Cassidy, J.; Shaver, P (Ed.), 1999; Whiffen, J.; 1999). Bowlby publicou o primeiro volume de sua trilogia famosa sobre o apego em 1969. Defendeu a tese de que a busca e manutenção de contato com um ente significativo é um princípio primordial da motivação para seres humanos, o que fez com que “fossem envolvidos” pela evolução. O vínculo afetivo é um mecanismo inato da sobrevivência. Mais adiante, Bowlby afirmou que as necessidades de afeto ocorrem desde “o berço até a sepultura”. Acreditou no poder das interações sociais como organizadoras de realidades internas e externas. O vínculo adulto, comparado ao vínculo entre crianças e o/a cuidado(a)or(a), é mais mútuo e recíproco, os elementos sexuais e de atenção em relacionamentos adultos eram até então separados do vínculo. Finalmente, são vistos agora pela maioria de teóricos como elementos de um sistema integral de apego. Os comportamentos sexuais, por exemplo, conectam parceiros adultos, enquanto que o abraço (holding) conecta a mãe e a criança (Hazan, Zeifman, 1994); os vínculos adultos são formados quase que exclusivamente entre parceiros sexuais. Esta perspectiva “despatologiza” a dependência nos adultos (Bowlby, 1988) e engloba a capacidade de autonomia e o desejo de vínculo como dois lados da mesma moeda, não como pólos opostos de um contínuo. Esta questiona o individualismo puro e o mito da independência. Pessoas que se encontram unidas e sentem-se seguras, podem compartilhar suas preocupações e de certa forma, apoiar-se em seu parceiro. Esta situação melhora a capacidade de lidar com o estresse e a insegurança de ambos, ao mesmo tempo que fortalece a visão do outro como um parceiro digno de confiança, o sentimento de “ser amado” e a segurança mútua. Mary Ainsworth e seus colegas (1978) ampliaram o conceito de Bowlby em condições de laboratório, chamando-a de “situação estranha”, a qual permitiu uma nova percepção de funcionamento do sistema de apego, a fim de alcançar e apreender o sentimento experimental-afetivo de segurança para poder lidar com o medo da separação. Tais modelos promovem mais flexibilidade, para que seja possível a compreensão de certos comportamentos do parceiro. Por exemplo, “ele está cansado, por isso se comporta de forma antipática, ele na verdade não quer me machucar”. Provavelmente, os indivíduos que se encontram em uma relação afetiva segura podem articular melhor suas suposições implícitas, chegando mesmo a entender e explicitar ao parceiro sua forma de comunicação (Kobak, Cole, 1991). Os indivíduos seguros tendem a considerar mais facilmente perspectivas alternativas (Fonagy, P.; Target, M.; 1997) e integrar a nova informação à visão do outro. São mais empáticos e propensos a aceitar propostas e pontos de vista alheios. Em situações de conflito, respondem com mais equilíbrio, buscam soluções consensuais, reagindo raramente com rejeição ou coerção (Feeney, J. A.; Noller, P.; Callan, V. J.; 1994 e Kobak, R.; Hazan, C.; 1991).
  1.  A abordagem da TFE em relações conjugaisA TFE entende a natureza dos conflitos de relacionamento (nature of distress in relationships) através de conceitos como “aliança segura” e “medo da separação”. Quando os laços seguros encontram-se ameaçados, as pessoas reagem de forma imprevisível. Uma típica primeira resposta é o aborrecimento ou raiva. A raiva é uma reação à perda da proximidade do parceiro. Se este protesto não causa uma reação apropriada, a raiva torna-se desespero e converte-se em ameaças. Desta segue geralmente uma estratégia contínua, que busca atrair a atenção do outro A etapa seguinte do escalamento consiste em devoção e apego extremo ao parceiro, freqüentemente conduzindo à depressão. Finalmente, se não for encontrada uma solução seguem a resignação e a separação. A separação de pessoas fortemente unidas pode ser considerada como uma experiência traumática, acarretando reações automáticas de agressão e fuga, dificultando qualquer receptividade. Ações agressivas em relacionamentos são relacionadas ao pânico de vínculo ou apego (attachement panic). Os parceiros procuram controlar o medo e a insegurança através do controle e conduta abusiva (Dutton 1995; Mikulincer, M., 1998).
Os conceitos básicos da TFE ajustam-se bem à nova literatura referente a problemas de relacionamento, particularmente aos resultados das pesquisas efetuadas por John M. Gottman (1994)[3]. A princípio, tanto as pesquisas recentes quanto a teoria do apego concordam que a expressão e o ajuste das emoções são cruciais para a qualidade de relacionamentos estreitos e de longo prazo. Relacionamentos problemáticos são caracterizados pelo estado quase permanente de infortúnio e ausência de afeto (Gottman, 1979). A pesquisa de Gottman indicou que a raiva e o ódio não são necessariamente negativos. Isto é compreensível, já que a exteriorização da raiva pode contribuir para acarretar discussões em torno a questões referentes ao vínculo afetivo e ao relacionamento. Segundo a teoria do apego, qualquer forma de reação (excluindo o abuso e a violência) é melhor do que nenhuma. Em segundo lugar, os resultados de diferentes pesquisas mostram que rígidos modelos de interação como perseguição – retração, podem esgotar um relacionamento. A teoria do apego explica que este padrão torna quase impossível a manutenção de laços associados a um sentimento de envolvimento e segurança. Outros resultados sugerem que a forma de brigar dos casais é mais importante do que a causa de desentendimento, pois corresponderia ao conceito de que o nível de sucesso na comunicação não-verbal é capital para o relacionamento. A briga revela na verdade a qualidade e natureza da relação, ao mesmo tempo em que constrói a identidade mútua. Um exemplo: Alice critica Rogério por sua falta de educação, e este reage ignorando-a. Alice decide criticar o comportamento de Rogério, acusando-o de não dar importância ao seu empenho. Após curto espaço de tempo, o casal briga de novo. Alice conclui que Rogério não é capaz de abrir-se com ela e demonstrar afeto. Rogério crê que esta somente o critica. Vale ressaltar que modelos amplamente reconhecidos, como crítica – perseguição versus defesa – retração, são elucidados pela teoria do apego. Há apenas um número reduzido de possibilidades de reação à frustração, com respeito às expectativas de afeto no relacionamento. Um caminho é intensificar a busca de laços como uma forma de lidar com o receio de perda, resultante da retração ou crítica do parceiro. O outro, por sua vez, reage com distância ou negação da crítica recebida. Tanto as pesquisas de Gottman, quanto as de apego concluem que estas estratégias não oferecem proteção à intensa perturbação emotiva (Gottman, J. M.; 1994; Gottman, J. M. et al, 1998). Os diferentes estilos de afeto são aprendidos na infância com as pessoas de referência, mas estes podem ser revisados, confirmados e mesmo adaptados às relações momentâneas. Ambas as pesquisas citadas observam a importância de interações reconfortantes, chamadas de amaciamento (soothing). A teoria do apego alega que situações em que um dos parceiros frustra-se com respeito às necessidades de conforto e consolo do outro, são essenciais para a definição do relacionamento como satisfatório ou frustrante. Tais experiências em modelos da TFE são reconhecidas como “feridas nos laços de união” (attachment injuries, Johnson et al., 2001). A Teoria do apego também comprovou que, quando estas situações são capazes de ativar interações reconfortantes, de amaciamento, há um fortalecimento e volta do sentimento positivo de proximidade na relação.
  1. A intervenção terapêutica4.1 Os princípios básicos terapêuticos
Os conceitos substanciais da TFE (Johnson, 19986; Greenberg, L S.; Johnson, S. M.; 1998) podem ser resumidos em: – Relação não hierárquica com o terapeuta – a aliança com o cliente (collaborative alliance) representa a base segura para o processo terapêutico. – Os sentimentos são prioritários ao desenvolver estilos de união e lidar com a questão da percepção do self em relações estreitas. A terapeuta sustenta reações emocionais positivas e desconstrói reações emocionais negativas (como raiva), através da exposição dos sentimentos suprimidos (como o medo e o desamparo). – Os desejos e necessidades de união do parceiro são encarados como saudáveis e sensatos. – A vivência emocional de prevalência de cada parceiro determina sua conduta; o afeto e a interação formam um laço interativo que se fortalece e se auto-determina. – A mudança não sucede devido ao exame do passado, catarse ou por meio de negociações, mas por novas experiências emocionais em interações relativas à união, no aqui e agora. 4.2 A estrutura do processo terapêutico A abordagem da TFE ocorre em três fases:
Tabela 1 – Aplicação do método
Fase 1 – Declínio (de-escalation) Etapa 1: Diagnóstico. Criar uma aliança terapêutica e trabalhar conflitos e temas sob uma perspectiva ligada ao vínculo afetivo ou união. Etapa 2: Identificar o padrão problemático que seria o centro da questão. Etapa 3: Exteriorização dos sentimentos contidos e não expressados de ambos, relacionando-os com sentimentos e necessidades de afeto e vínculo. Etapa 4: Redefinição dos problemas como um modelo ou padrão, pertinente a determinados sentimentos e necessidades de afeto e vínculo.
Fase II – Mudança de padrões de interação Etapa 5: Sentimentos e necessidades não declaradas são identificadas e valoradas. Para tal, aplicam-se métodos de psico- e gestalt-terapia, que aumentam a intensidade emocional. Etapa 6: Promoção da habilidade de consideração e aceitação do outro, com suas experiências inconfessadas e aspectos menos queridos. Etapa 7: Trata-se da exteriorização e expressão de desejos e necessidades, assim como das mudanças associadas aos padrões de interação, seguidos do sentimento de união e proximidade.
Fase III – Consolidação e integração Etapa 8: Busca de novas soluções para problemas antigos. Etapa 9: Reforço de nova conduta e padrões em torno a antigas questões.
Na primeira fase (etapa 1 – 4) o foco será a detecção de padrões e modelos interativos problemáticos, para promover o declínio da situação do conflito e ao mesmo tempo criar uma aliança terapêutica. A fase central (etapa 5 – 7) é quando ocorre a modificação terapêutica substancial. Desejos reprimidos e não declarados de ambos os parceiros são elaborados e peculiaridades menos queridas do eu e do outro passam a ocupar um espaço em que a aceitação é fomentada. A expressão de desejos e necessidades visa à mudança nos modelos interativos interiorizados. A última fase (etapa 8 – 9) orienta-se à consolidação das mudanças e à integração das novas experiências no dia após dia do casal. A solidificação acontece através da recapitulação das mudanças positivas durante o processo terapêutico, quando se cria uma história da viagem do casal rumo a situações de miséria e o retorno às águas mais serenas. A integração refere-se a três planos: o plano da definição do self, a definição do relacionamento e da resistência de cada parceiro frente à vulnerabilidade e ao estresse. Nesta fase discutem-se tópicos mais corriqueiros do casal, assim como as controvérsias, buscando sempre suas soluções. Quando o casal consegue dar estes passos com sucesso, torna-se capaz de resolver conjuntamente conflitos e temas recorrentes, além de abordar problemas de uma forma prática. O fator determinante é que estas questões não sejam mais encaradas como importantes para a união em si. Os passos não seguem uma seqüência linear, mas bem se expandem de forma algo espiral. Cada passo engloba e leva diretamente ao próximo. Casais menos carregados, com vínculos fortes, passam pelas etapas rapidamente e paralelamente. No caso oposto, geralmente há um convite ao parceiro mais passivo ou distante, para que este siga os passos pouco mais adiante do outro. A participação emotiva crescente deste parceiro contribui para que o outro, mais crítico e cético, possa desenvolver confiança. Na TFE, o diagnóstico e a criação de uma aliança terapêutica não estão separados do processo em si, são, mais bem, partes integrantes da terapia. Geralmente no fim da primeira sessão a terapeuta de TFE terá obtido uma clara idéia do modelo conflituoso típico. Desde o ponto de vista de um dos parceiros, pode ser resumido como segue: “Eu me sinto sozinha e irritada, por isso ando te perseguindo. Você crê que nunca vai poder responder-me à altura, se desliga e reage me evitando. Por isso, torno-me ainda mais crítica. Você então fica mudo e me evita completamente durante dois ou três dias. Depois, começamos tudo de novo. Uma parte do diagnóstico contém a detecção de recursos no relacionamento e em sua valoração. A TFE é orientada a recursos. Assim, a terapeuta pode, por exemplo, perguntar ao marido, o que sucede com ele, quando sua esposa chora. Ele responde com voz áspera, não poder compreendê-la e confortá-la. A terapeuta explica que, mesmo que sua esposa se entristeça por razões alheias ao esposo, este ainda pode demonstrar compaixão e consolá-la, chegando até mesmo a lançar perguntas sobre o tema. Enquanto a terapeuta observa a interação do casal, forma uma primeira hipótese sobre possíveis sentimentos decisivos para a definição do self e do outro, a fim de orientar a interação do casal, de forma implícita. Através da intervenção ativa, a terapeuta pode verificar a propensão do casal a deixar-se envolver pelo processo terapêutico. Já desde o começo, a terapeuta às vezes guia, outras vezes deixa-se levar. Ela conduz ambos os parceiros a modelos interativos relativos ao apego. Assim que o casal entra em processo de declínio da situação de conflito, a terapeuta pode levar os parceiros a formarem novos padrões interativos de comportamento, nos quais as emoções positivas são aproveitadas e as negativas deverão ser controladas. Desta forma, padrões novos e construtivos são estruturados. O processo terapêutico começa geralmente com uma ou duas sessões conjuntas, seguidas de uma sessão individual com cada parceiro. Esta sessão individual é importante para fortalecer os vínculos com a terapeuta, permitindo a cada um a exploração de sua própria concepção do eu e do relacionamento. Também permitem à terapeuta o questionamento de temas sensíveis, como possíveis experiências de abuso e violência em relacionamentos anteriores ou mesmo no atual. Se houver informações importantes para o relacionamento, que foram mantidas em segredo, encoraja-se o cliente a expor as mesmas em uma próxima sessão. O objetivo final da terapia é a criação de novos modelos que promovam vínculos seguros, assim como certa imunidade contra padrões negativos e uma nova definição da relação. Uma união segura fomenta a autonomia e o autoconhecimento. As três tarefas da TFE são desta forma, as seguintes: Primeiramente, criar uma aliança terapêutica segura e horizontal; segundo, elaborar e expandir as reações emotivas que constituem a interação do casal; finalmente, a reestruturação das interações, direcionadas a mais sensibilidade e abertura.
  1. Indicações e sucesso
Os resultados das pesquisas demonstram que a TFE, como terapia de curto prazo, apresenta promissoras porcentagens de sucesso. 70 a 75% dos casais sentem o relacionamento menos conflituoso após 10 ou 12 sessões, e as recaídas parecem ocorrer mais raramente que em outras abordagens. Nos casais e famílias em que um dos parceiros sofre de depressões as intervenções também obtiveram resultados positivos (Johnson et al., 1998). A TFE não é aplicável a relações em que ocorrem abuso e violência. Estudos sobre o sucesso da TFE (Denton, W. H et al., 2000; Johnson,  Talitman, E.; 1997) admitem previsões mais exatas sobre quais casais podem aproveitar melhor a TFE. Em primeiro lugar está a qualidade do relacionamento terapêutico. Há fortes evidências de que esta é mais importante para o sucesso da terapia do que a extensão do sofrimento no início da terapia, mesmo que esta não defina o sucesso da terapia por si só. Este é um resultado surpreendente, já que a extensão do conflito inicial é normalmente o melhor indicador para um sucesso estável (Whisman, M.;  Jacobson, N. S., 1990). Fundamental parece ser a habilidade dos pares em construir uma aliança confiante com a terapeuta, assim como o conhecimento e a aceitação dos conceitos da TFE e a finalização exitosa de determinadas tarefas com objetivos comuns. Estas tarefas estão diretamente relacionadas a questões como confiança, proximidade e autonomia. Estes resultados correspondem a descobertas recentes, que afirmam que a participação ativa do cliente na terapia representa a influência decisiva nos resultados (Orlinsky, D.; Grawe, K.; Parks,B.;1994). Outro dado interessante e de consideração para o êxito da terapia se refere à confiança no relacionamento, por parte das mulheres. Particularmente, a extensão da crença no fato de que seu parceiro ainda esteja interessado por ela pode interferir positivamente ou não. Isto corresponde à idéia de que a falta de engajamento emocional (emotional disengagement), mais do que brigas e desentendimentos, leva a problemas conjugais contínuos (Gottman, 1994) e a reveses na terapia de casais (Jacobson; Addis, 1993). A TFE parece ser particularmente exitosa para os parceiros masculinos, cujas companheiras são descritas como inexpressivas. Parece derivar da oportunidade de exteriorização de sentimentos e percepções da esposa. Estes passam a ser compartilhados pelo parceiro. Com o número crescente de estudos que comprovam sua eficiência a TFE vem sendo reconhecida mundialmente.
  1. Comentários finais
Depois de trabalhar por anos com casais que se encontram em relações problemáticas, posso compreender muito bem a extensão do sofrimento ligado à separação e ao divórcio. As pessoas que procuram ajuda poucas vezes estão preparadas para o desafio de uma longa terapia. A terapia de casais é uma forma relativamente recente e, infelizmente, os casais clientes geralmente chegam muito tarde. As taxas de divórcio elevadas com o primeiro e segundo casamentos nos países industrializados, assim como os danos causados pela maioria das separações, particularmente para as crianças, associados aos custos e às perdas financeiras decorrentes, ressaltam o valor de uma terapia de casais que apresenta resultados. Novas investigações, assim como o surgimento de novas especializações, contribuem com o aprimoramento das abordagens existentes. A TFE é, neste sentido, uma contribuição essencial no campo de terapias orientadas a recursos. A terapia de casais auxilia um grande número de matrimônios e de parceiros de diferentes classes e grupos sociais das mais variadas origens culturais, a encontrarem-se mais uma vez, levando-os de volta a uma relação satisfatória e plena. Ser capaz de manter um relacionamento íntimo de longo prazo é um dos maiores desafios e, simultaneamente, uma dimensão admirável e enriquecedora de nossa existência humana. Referências Bibliográficas Ainsworth, M.; Blehar, M.; Walters, E.; Wall S. Patterns of Attachment: A Psychological Study of the Strange Situation. Hillsdale, New.Jersey: Erbaum, 1978. Anderson, H. Conversation, Language and Possibililities. New York: Basic Books. 1997. Bowlby, J. Attachment and loss: Vol. 1.  New York: Basic Books. 1969. __________ . Attachment and loss: Vol 3. Loss. New York: Basic Books. 1980. __________. A secure base. New York: Basic Books,1988. Cassidy, J.; Shaver, P (Ed.) Handbook of Attachment: Theory, Research, and Clinical Applications. 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